04/07/2008 12:52
O GOL DA TEMPORADA
Vou começar pelo tradicional "Goal of the Season". O programa Match of the Day, da BBC, elegeu o gol de Adebayor contra o Tottenham, 15 de setembro de 2007, como o gol mais espetacular da temporada.
O "Goal of the Season" existe desde 1970 e concorrem a ele os gols de jogos cujos direitos pertencem à BBC (Premiership, FA Cup, jogos da Seleção Inglesa). A Liga dos Campeões é transmitida pela ITV, portanto, não entra na eleição.
Neste ano, uma polêmica envolveu a premiação. Devido a um suposto vazamento do resultado final, as casas de apostas tiveram que suspender os palpites para vencedor do prêmio. A quantidade de apostas no gol de Adebayor subiu de maneira anormal em questão de horas elevando o jogador do Togo à condição de favorito. Abaixo, o golaço.
A GALERIA DE VENCEDORES
1970-1971 - Ernie Hunt (Coventry City), contra o Everton
1971-1972 - Ronnie Radford (Hereford United, contra o Newcastle United
1972-1973 - Peter Osgood (Chelsea), contra o Arsenal
1973-1974 - Alan Mullery (Fulham), contra o Leicester City
1974-1975 - Mickey Walsh (Blackpool), contra o Sunderland
1975-1976 - Gerry Francis (Queens Park Rangers), contra o Liverpool
1976-1977 - Terry McDermott (Liverpool), contra o Everton
1977-1978 - Archie Gemmill (Nottingham Forest), contra o Arsenal
1978-1979 - Ray Kennedy (Liverpool), contra o Derby County
1979-1980 - Justin Fashanu (Norwich City), contra o Liverpool
1980-1981 - Tony Morley (Aston Villa), contra o Everton
1981-1982 - Cyrille Regis (West Bromwich Albion), contra o Norwich City
1982-1983 - Kenny Dalglish (Escócia), contra a Bélgica (eliminatórias EURO 84)
1983-1984 - Danny Wallace (Southampton), contra o Liverpool
1984-1985 - Graeme Sharp (Everton), contra o Liverpool
1985-1986 - Bryan Robson (Inglaterra), contra Israel
1986-1987 - Keith Houchen (Coventry City), contra o Tottenham Hotspur
1987-1988 - John Aldridge (Liverpool), contra o Nottingham Forest
1988-1989 - John Aldridge (Liverpool), contra o Everton
1989-1990 - Ian Wright (Crystal Palace), contra o Manchester United
1990-1991 - Paul Gascoigne (Tottenham Hotspur), contra o Arsenal
1991-1992 - Mickey Thomas (Wrexham), contra o Arsenal
1992-1993 - Dalian Atkinson (Aston Villa), contra o Wimbledon
1993-1994 - Rod Wallace (Leeds United), contra o Tottenham Hotspur
1994-1995 - Matthew Le Tissier (Southampton), contra o Blackburn Rovers
1995-1996 - Tony Yeboah (Leeds United), contra o Wimbledon
1996-1997 - Trevor Sinclair (Queens Park Rangers), contra o Barnsley
1997-1998 - Dennis Bergkamp (Arsenal), contra o Leicester City
1998-1999 - Ryan Giggs (Manchester United), contra o Arsenal
1999-2000 - Paolo Di Canio (West Ham United), contra o Wimbledon
2000-2001 - Shaun Bartlett (Charlton Athletic), contra o Leicester City
2001-2002 - Dennis Bergkamp (Arsenal), contra o Newcastle United
2002-2003 - Thierry Henry (Arsenal), contra o Tottenham Hotspur
2003-2004 - Dietmar Hamann (Liverpool), contra o Portsmouth
2004-2005 - Wayne Rooney (Manchester United), contra o Middlesbrough
2005-2006 - Steven Gerrard (Liverpool), contra o West Ham United
2006-2007 - Wayne Rooney (Manchester United), contra o Bolton Wanderers
2007-2008 - Emmanuel Adebayor (Arsenal), contra o Tottenham Hotspur
enviada por Rogerio Andrade
04/07/2008 10:05
DE VOLTA
A festa da Euro acabou
Bem, amigos do iG... depois de umas férias a trabalho, o blog do futebol mais interessante do planeta está de volta. Tudo certo por aqui? Corintianos e Fluminenses não precisam responder.
Esse ano promete. A temporada de transferências mal começou e já tem Felipão e Deco, no Chelsea, e Jô, no Man City, para ficar só nos brasileiros ou quase isso. Até agosto muita gente boa deve assinar com clubes ingleses.
Vou fazer uma lista dos melhores momentos do que rolou no último mês na Inglaterra e, logo mais, jogo aqui.
See you later.
enviada por Rogerio Andrade
06/06/2008 13:40
EURO 2008
Caros leitores, tenho uma notícia boa e uma ruim para vocês.
Acabo de chegar em Zurique. Vou ficar aqui nessas redondezas até o final do mês, mais precisamente 30 de junho. Obviamente, não estarei fazendo turismo, pelo menos não aquele convencional. Vim para ver a Eurocopa 2008, na Suíça e Áustria, e daqui vou atualizar um blog sobre essa "Copa do Mundo" européia. Clique para conhecer o blog Um Brasileiro na Eurocopa.
A partir de hoje, tentarei, na medida do possível, narrar um pouco do clima aqui nos países-sedes. Se eu não perder nenhum trem, deverei assistir in loco oito jogos em 12 dias. O primeiro é amanhã, na Basiléia, Suíça x República Tcheca.
Mas, em compensação, neste mês de junho, não atualizarei o Thank God for Football. Fica a cargo de vocês decidirem qual notícia é ruim e qual é boa, se é que existe uma de cada.
See ya!
Debaixo de uma garoa fina e fria, o FanZone de Zurique recebeu os últimos ajustes para a abertura da Euro
enviada por Rogerio Andrade
03/06/2008 21:08
ANDERSON-SON-SON
Fiquei devendo para o Allan a música que a torcida do Manchester United fez e canta para o Anderson nos jogos do time. Aqui vai, e melhor ainda, achei no Youtube uma edição com a letra e umas imagens, mas o áudio é original de algum jogo dos Red Devils.
Anderson-son-son / Ele é melhor que o Kléberson / Anderson-son-son / Ele é o nosso mágico do meio-campo / Pela esquerda / Pela direita / na batida do samba nesta noite / Ele é gente fina com a "prima"* / E caga no Fabregas
* No começo da temporada, os tablóides ingleses publicaram uma matéria que dizia que Cristiano Ronaldo havia promovido uma orgia com algumas prostitutas em sua casa na companhia de Anderson e Nani. Na ocasião, umas das senhoritas participantes do evento elogiou o comportamento respeitoso de Anderson, "o único que não me tratou como um pedaço de carne".
***
Ainda sobre o pênalti perdido por John Terry, algumas gracinhas que circularam pela internet:
Nova vodka russa:
Placa na saída do vestiário, que Terry não viu:
enviada por Rogerio Andrade
03/06/2008 00:15
2007/2008 acabou para os ingleses
A Inglaterra venceu ontem a seleção de Trinidad e Tobago por 3 x 0 (gols de Defoe (2) e Barry) e pôs fim a uma das piores temporadas da história do English Team. A eliminação dos ingleses da Eurocopa não foi algo inédito, mas a última vez que isso aconteceu foi em 1984 quando apenas oito seleções disputavam a fase final do torneio. Desde 1996 esse número aumentou para 16.
Gareth Barry continua em alta com Capello e Jermain Defoe aproveitou bem sua chance marcando duas vezes (foto AFP)
Se por uma lado a seleção inglesa não foi bem, por outro, os clubes ingleses fizeram história ao colocar três equipes na semifinal da Liga dos Campeões. Mais ainda, Manchester e Chelsea protagonizaram uma final inesquecível em Moscou, para torcedor nenhum botar defeito.
O campeonato inglês também foi sensacional com direito a decisão na última rodada e a FA Cup teve time pequeno da Premiership contra time da segunda divisão.
Quem acompanhou a temporada do futebol inglês não tem do que reclamar e vai lembrar dela por um bom tempo. Vai lembrar do Manchester vencendo Liga dos Campeões e campeonato, do Cristiano Ronaldo fazendo gol de tudo quanto foi jeito, do Terry perdendo pênalti (embora tenha sido o Anelka que tenha garantido o título aos Red Devils), do Kanu fazendo gol do título para o Portsmouth, e do Barnsley eliminando o Liverpool, em Anfield, com um gol nos descontos. Foi também a temporada em que Kevin Keegan retornou ao Newcastle e agonizou por umas oito rodadas antes de conseguir sua primeira vitória. Foi a temporada da queda do indestrutível Mourinho, e da passagem relâmpago (para os padrões ingleses) do desconhecido Avram Grant, que levou o Chelsea a final da Champions.
Muito lembrada também será a exibição do Arsenal em Milão e a escapada sensacional do Fulham da segunda divisão. Beckham fez seu 100º jogo pela seleção. De ruim, a terrível fratura sofrida por Eduardo da Silva.
Outra imagem inesquecível será a de Steve McClaren, à beira do gramado, com seu guarda-chuva colorido, no dia da eliminação para a Croácia. Que Capello proporcione bons momentos aos torcedores ingleses na temporada que vem.
Guarda-chuva, acessório indispensável para quem está na corda bamba
enviada por Rogerio Andrade
01/06/2008 12:11
A INGLATERRA E A EUROCOPA
No próximo sábado começa a Eurocopa 2008. Para alívio dos organizadores e da população dos países-sede, a Inglaterra e seus torcedores hooligans ficaram de fora da festa. Segue abaixo a campanha dos ingleses nas 12 edições desse campeonato europeu.
2004 PORTUGAL
16 seleções Grécia campeã
A Inglaterra passou da 1ª fase junto com a França, eliminando Croácia e Suíça, mas caiu nas quartas para Portugal, de Felipão. Estão lembrados? O herói do jogo foi o goleiro Ricardo.
2000 BÉLGICA/HOLANDA
16 seleções França campeã
Nessa copa, o English Team nem passou da 1ª fase. Perdeu a classificação para Portugal e Romênia. No último jogo, contra os romenos, Phil Neville cometeu pênalti indiscutível em Moldovan, aos 44 do 2º tempo. Ganea bateu e marcou. Inglaterra eliminada.
1996 INGLATERRA
16 seleções Alemanha campeã
Jogando em casa, os ingleses se classificaram em 1º lugar no grupo A, junto com os holandeses. Nas quartas, passaram pelos espanhóis nos pênaltis. Na semifinal, contra os alemães, empate de 1 x 1 e derrota nos pênaltis. Gareth Southgate, atual técnico do Middlesbrough, perdeu a cobrança.
Diante da própria torcida, Southgate atrasou pro goleiro
1992 SUÉCIA
8 seleções Dinamarca campeã
Os ingleses ficaram em último lugar no grupo A da 1ª fase. Empates de 0 x 0 contra Dinamarca e França, e uma derrota de 2 x 1 para a anfitriã Suécia na última rodada eliminaram a equipe do técnico Graham Taylor .
1988 ALEMANHA OCIDENTAL
8 seleções Holanda campeã
A Inglaterra ficou novamente em último lugar no grupo da 1ª fase. Foram três jogos e três derrotas (República da Irlanda, Holanda e União Soviética)
1984 FRANÇA
8 seleções França campeã
O English Team não participou. Os ingleses perderam a vaga para a seleção da Dinamarca nas eliminatórias.
1980 ITÁLIA
8 seleções Alemanha Ocidental
Na 1ª fase, a Inglaterra ficou em 3º no grupo. Uma derrota para a Itália por 1 x 0 acabou eliminando a equipe.
1976 IUGOSLÁVIA
4 seleções - Tchecoslováquia
Na época, as eliminatórias tinham 32 equipes divididas em oito grupos de quatro. Uma seleção de cada grupo se classificava para as quartas. As quatro seleções vencedoras das quartas iam para a Eurocopa, que era, na verdade, somente uma disputa de semifinal e final. Em 1976, a Inglaterra não chegou tão longe.
1972 BÉLGICA
4 seleções Alemanha Ocidental
Mesmo critério de 1976. Inglaterra de fora.
1968 ITÁLIA
4 seleções - Itália
Os ingleses chegaram a essa fase, mas perderam a semifinal para os iugoslavos por 1 x 0, gol de Dzajic aos 42 do 2º tempo. Na disputa do 3º lugar vitória sobre a União Soviética por 2 x 0 (gols de Charlton e Hurst). Foi a melhor colocação da Inglaterra na história da Eurocopa.
1964 ESPANHA
4 seleções - Espanha
A Inglaterra caiu nas eliminatórias para os franceses 1 x 1 em Hillsborough e 5 x 2 no Parc des Princes.
1960 FRANÇA
4 seleções União Soviética
Nos tempos da Guerra Fria, Inglaterra, Itália e Alemanha Ocidental nem se inscreveram no torneio que teve apenas 17 países nas eliminatórias.
enviada por Rogerio Andrade
30/05/2008 15:40
(FABRE)GAS INFLAMÁVEL
A gente já sabia que o volante do Arsenal era versátil (marca, passa, lança, faz gol
), mas agora ele é também protagonista de um programa na Sky Sports, da Inglaterra. É o The Cesc Fabregas Show.
O conteúdo do programa é produzido pela Nike e conta com entrevistas, gols, jogadas, matérias, não só com o espanhol, mas também com outras feras de outros times.
Confesso que não sei como assistir o programa aqui no Brasil, mas entrando no site dá para ter uma idéia do que se trata a coisa. É também possível, baixando o widget, receber os melhores momentos dos episódios. Vale a pena dar uma olhada no site.
O problema é que, às vezes, eles exageram na associação "jogador de futebol-artista de circo". Em um desses episódios (liberado antes na internet), o espanhol faz embaixadinhas enquanto pega fogo. Aí alguém pode me perguntar: qual a função disso? Oras, acho que é provar que Fabregas é capaz de fazer embaixadas mesmo envolvido numa situação extrema como um incêndio, desde que, é claro, esteja, por acaso, vestindo uma roupa à prova de fogo. Taí. Tá provado.
Quem quiser baixar o widget, pode receber automaticamente os melhores momentos dos episódios, clique aqui.
enviada por Rogerio Andrade
28/05/2008 19:40
um time à frente do seu tempo
John Terry de novo com a braçadeira de capitão se pergunta: "Por que não bati aquele pênalti com a cabeça? (foto Reuters)
A seleção inglesa é um time à frente do seu tempo. Enquanto 16 das principais seleções européias se preparam para a Eurocopa, que começa em 10 dias, a seleção de Fábio Capello já está com a cabeça lá em 2010.
Agora há pouco, em Wembley, o English Team derrotou os Estados Unidos por 2 x 0 - gols de Terry, de cabeça, após cruzamento de Beckham, e Gerrard.
Os ingleses, que não se classificaram para a Eurocopa, ainda jogam domingo, contra Trinidad e Tobago, e em agosto, contra a República Tcheca. Esses três jogos servem para o técnico Fabio Capello definir a equipe das eliminatórias, que começa em setembro.
Como não assisti ao jogo inteiro, principalmente ao segundo tempo, vou reproduzir aqui a visão confiável de Barry Glendenning, comentarista do The Guardian:
Fim de jogo! O árbitro acaba com o sofrimento de todos que assistem a esse espetáculo ao apitar o fim de jogo. Foi uma partida sem graça jogada por um time razoável contra um outro horrível. Deixo a cargo de vocês a definição de qual é qual. Para ser justo, o ritmo do segundo tempo não foi tão ruim quanto o do primeiro, mas nem poderia ter sido. Wayne Rooney e o melhor da partida, Steven Gerrard, jogaram bem, mas é difícil colocar em palavras a fragilidade dos seus oponentes. Um conjunto de cones daria mais trabalho, mas, mesmo assim, a Inglaterra só ganhou por 2 x 0.
Inglaterra
James, Brown (Johnson), Ferdinand, Terry, Ashley Cole (Bridge), Beckham (Bentley), Hargreaves, Lampard (Barry), Gerrard, Defoe (Crouch), Rooney (J. Cole). RESERVAS: Hart, Lewis, Warnock, Woodgate, Jagielka, Wheater, Huddlestone, Downing, Young, Ashton, Walcott, Agbonlahor.
Estados Unidos
Howard (Everton) (Guzan), Onyewu, Cherundolo (Hejduk), Pearce, Bocanegra (Fulham), Dempsey (Fulham), Bradley, Clark (Maurice Edu), Beasley (Lewis (Derby)), Johnson (Fulham) (Nate Jaqua), Wolff (Freddie Adu).
RESERVA: Califf
enviada por Rogerio Andrade
27/05/2008 14:22
TOP 10
Levando em consideração o custo-benefício de cada transferência, o The Sun escolheu as 10 melhores e as 10 piores contratações da temporada. Vocês concordam? Ficou faltando alguém em alguma das listas?
DINHEIRO BEM GASTO
10 - Martin Skrtel (Liverpool, vindo do Zenit St. Petersburgo)
Veio do Zenit St Petersburg (o campeão da Uefa) em janeiro por £7 milhões e substituiu bem o contundido Daniel Agger.
9 - Wilson Palacios (Wigan, vindo do Birmingham)
O meio-campo hondurenho, que veio do Birmingham e custou apenas £1 milhão, foi importantíssimo para a permanência do Wigan na Premiership.
8 - Martin Petrov (Man City, , vindo do Atlético de Madrid)
O búlgaro de £4,7 milhões foi uma das aquisições menos badaladas de Sven Goran Eriksson. Mas o ex-jogador do Atletico de Madrid logo conquistou os torcedores com suas arrancadas pela esquerda.
7 - Sulley Muntari (Portsmouth, vindo da Udinese)
Harry Redknapp não economizou para trazer o ganês por £7 milhões. Valeu a pena. O problema agora é mantê-lo. Arsenal e Liverpool já mostraram interesse.
6 - Jermain Defoe (Portsmouth, vindo do Tottenham)
Defoe deixou o Tottenham por £7,5 milhões e marcou 8 gols nos 10 primeiros jogos. Também está na mira dos Big Four.
5 - Carlos Tevez (Manchester United, vindo do West Ham)
O argentino fez 19 gols na temporada, alguns deles decisivos, e se entrosou bem com Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo.
4 Yakubu (Everton, vindo do Middlesbrough)
A contratação recorde de £11,25 milhões surpreendeu, mas o nigeriano provou com seus 19 gols na temporada que valeu a pena.
3 Anderson (Manchester United, vindo do Porto)
Quando o Manchester pagou cerca de £30 milhões por Anderson e Nani, os olhos ficaram mais voltados para o segundo. Mas Anderson foi melhor na temporada de estréia, principalmente depois que virou segundo volante. Dizem em Old Trafford que o herdeiro de Paul Scholes foi encontrado.
2 - Roque Santa Cruz (Blackburn Rovers, vindo do Bayern Munich)
Ele é paraguaio, custou baratinho £3,5 milhões nos dias de hoje não é tanto assim mas Roque Santa Cruz mostrou que tem qualidade, foram 23 gols na temporada.
1 - Fernando Torres (Liverpool, vindo do Atlético de Madrid)
Não é fácil fazer jus a £26 milhões, mas Torres fez. Foram 32 gols na sua temporada de estréia. O Liverpool não foi bem, mas Fernando Torres saiu ileso.
PODE RECLAMAR NO PROCON
10 - Freddie Ljungberg (West Ham, vindo do Arsenal)
Ninguém entendeu porque o West Ham aceitou pagar £3 milhões e mais um salário considerável para ter um jogador que, claramente, já havia vivido seus melhores anos no Arsenal. Além disso, é daquele tipo que se machuca toda hora.
9 - Robert Earnshaw (Derby County, vindo do Norwich)
Earnshaw é o único jogador a marcar hat-trick (três gols no mesmo jogo) nas quatro divisões, e em copas nacionais e jogo internacional. Mas fora isso, nunca se destacou na Premiership. O galês foi a contratação mais cara do Derby: £3,5 milhões. Gols na temporada? Zero.
8 - David Rozehnal (Newcastle, vindo do Paris St. Germain)
O techeco foi contratado por £3 milhões e em janeiro já foi enviado para a Lazio, por empréstimo. Depois de sua partida, o Newcastle melhorou um pouco.
7 - Younes Kaboul (Tottenham, vindo do Auxerre)
Zagueirão com status de estrela do futuro, foi comprado por £8m, mas amargou um banco absoluto.
6 - David Nugent (Portsmouth, vindo do Preston North End)
Um ano atrás, Nugent foi convocado para seleção inglesa mesmo jogando na segunda divisão, e ainda marcou na sua estréia. Comprado por £6 milhões, não vingou.
5 - Diomansy Kamara (Fulham, vindo do West Bromwich Albion)
O senegalês custou £6 milhões, passou a temporada inteira dormindo e acordou no penúltimo sábado quando marcou duas vezes contra o Man City. Embora tenha praticamente salvado a equipe do rebaixamento, não se pode esquecer a péssima temporada que fez.
4 Mido (Middlesbrough, vindo do Tottenham)
Depois de perder Yakubu e Mark Viduka, Gareth Southgate pagou £6 milhões pelo egípcio. Ele marcou nos primeiros dois jogos e depois passou 15 na seca.
3 - Darren Bent (Tottenham, vindo do Charlton Athletic)
Inacreditáveis £17 milhões (R$ 57 milhões) foram pagos por Darren Bent. Reserva, em nenhum momento chegou a ameaçar a dupla Berbatov-Keane. Marcou apenas oito gols na temporada.
2 - Rolando Bianchi (Manchester City, vindo do Reggina)
Sven Goran Eriksson ainda se pergunta onde estava coma cabeça para pagar £9 milhões pelo italiano. Só ele e Gian Oddi acreditavam que Bianchi daria certo no futebol inglês. No meio da temporada, se mandou para a Lazio.
1 - Florent Malouda (Chelsea, vindo do Lyon)
Muito leve para o futebol inglês, Malouda não fez jus aos £15 milhões pagos pelo Chelsea. Esteve no mesmo nível de Claudio Pizarro, Tal Ben Haim e Steve Sidwell só que estes não custaram uma libra sequer.
enviada por Rogerio Andrade
26/05/2008 11:02
UM ILUSTRE DESCONHECIDO
O Bristol City disputou anteontem a decisão do playoff da segundona inglesa contra o Hull valendo vaga na Premiership. O jogo foi em Wembley. O Hull venceu por 1 x 0. E o goleiro do Bristol era brasileiro: Adriano Basso. Conhece?
Praticamente desconhecido por aqui, Basso joga no clube de Bristol desde 2005 onde fez mais de 130 partidas. Ele tem 33 anos, é titular absoluto e ídolo no clube - foi eleito neste ano o melhor jogador do time pela torcida, a primeira vez que um goleiro consegue isso. Os torcedores imitam seu característico gesto religioso de apontar para o céu na hora que os alto-falantes anunciam seu nome. Aqui, teve passagens por Ponte Preta e Atlético-PR.
A história de Adriano é curiosa. Ele viajou para a Inglaterra para se casar com sua atual esposa, que havia ido desembarcado em Londres quatro anos antes, para estudar direito. Adriano chegou a Londres sem emprego e sem falar nada de inglês, mas com uma perspectiva de conseguir um passaporte europeu, já que sua esposa possuía cidadania italiana. Alguns dias depois, através de um agente, conseguiu um teste no Arsenal. Mas foi reprovado, ele acredita, pelo receio de Arsene Wenger em contratar mais um brasileiro e ter o mesmo problema que havia tido com o meio campo Edu (descobriram mais tarde que seu passaporte era irregular). Além disso, como o goleiro tinha o visto por causa de sua esposa, caso se separassem, ele fatalmente voltaria a condição de estrangeiro.
Então, logo em seguida, Adriano assinou com o St. Albans City e depois foi para o Woking, ambos da 5ª divisão.
O Bristol City subiu da 3ª divisão no ano passado e este ano chegou a liderar a Championship por várias rodadas.
OS PLAYOFFS
No futebol inglês, as divisões abaixo da Premiership têm um play-off disputado pelas quatro melhores equipes que não conseguiram o acesso direto, o vencedor desse playoff sobe de divisão.
Na Championship (2ª divisão), esses quatro times são o 3º, 4º, 5º e 6º colocados do campeonato. O 3º pega a 6º, o 4º pega o 5º e os vencedores se enfrentam em Wembley para saber quem sobe. Neste ano, o jogo de Wembley teve o Bristol City (4º) x Hull (3º). E o Hull levou a melhor, 1 x 0, gol do veterano Dean Windass, de 39 anos. Abaixo, o gol, ou melhor, o golaço.
Windass é torcedor do Hull desde criança e nunca havia jogado em Wembley. Pode-se dizer que esse gol de Windass valeu £60 milhões (quase R$ 200 milhões). Essa é a estimativa do dinheiro que um clube recebe da Liga dos Clubes para participar da Premiership.
Outro torcedor do Hull que também jogou foi o veterano Nick Barmby, ex-companheiro de Juninho Paulista no Middlesbrough. Barmby já foi convocado para a seleção inglesa 23 vezes. É fantástico ter conseguido isso com meu clube de coração, que nunca esteve na Premiership, disse ele. De fato, é a primeira vez que o Hull consegue chegar à divisão principal da Inglaterra nos seus 104 anos de história.
Na League One (3ª divisão), quem venceu o playoff (igual ao da Champiosnhip) foi o Doncaster que derrotou o tradicional Leeds (3 vezes campeão inglês). Foi o terceiro acesso do Doncaster em 5 anos. O Leeds, que começou a temporada com uma punição de -15 pontos por causa de dívidas, por muito pouco não retoma o caminho de volta à Premiership.
No playoff da Conference (5ª divisão), os 2º, 3º, 4º e 5º colocados já disputaram a vaga e deu Exeter (que ficou em 4º na tabela). A equipe derrotou o Cambridge United (2º) na decisão. O Aldershot já havia garantido o acesso com o título do campeonato.
O playoff da League Two (4ª divisão) aconteceu agora há pouco. 35.000 pessoas foram a Wembley ver Stockport 3 x 2 Rochdale, lembrando, dois times da 4ª divisão.
enviada por Rogerio Andrade
23/05/2008 16:40
MAIS UM CULPADO
O francês Nicolas Anelka, revelou que se recusou a bater o quinto pênalti do Chelsea na decisão da Champions League. John Terry bateu em seu lugar e desperdiçou a cobrança que daria o título ao time londrino.
Anelka, conhecido na Inglaterra com Le Sulk (algo como "O Emburrado"), disse (diga-se de passagem, na maior cara-de-pau) que ficou chateado de ter entrado tão tarde no jogo. "Fiquei no banco por 110 minutos e, de repente, me pedem pra entrar menos de um minuto depois começar a me aquecer", resmungou Le Sulk.
E acrescentou: "Me pediram pra bater um dos cinco (pênaltis). Eu disse "sem chance", entrei em campo basicamente como lateral-direito e você quer que eu bata o pênalti".
Sério
esse cara recebe o salário dele para quê?
enviada por Rogerio Andrade
22/05/2008 13:43
LÁGRIMAS E CHUVA
Foto publicada no The Guardian (Martin Rickett/PA)
O assistente de Avram Grant, Henk Ten Cate, confirmou que "John Terry não estava entre os cinco primeiros a cobrar pênaltis". "As coisas mudaram durante o jogo. A expulsão de Drogba nos fez alterar (a ordem). É inacreditável que isso tenha acontecido com ele."
Terry, 27 anos, é muito mais do que um jogador do milionário time do Chelsea. Ele é um símbolo para o torcedor porque não precisou ser contratado, foi formado nas categorias de base, onde chegou aos 14 anos.
enviada por Rogerio Andrade
22/05/2008 00:00
O TRI DO UNITED
John Terry teve um "championship point" nos pés, mas jogou para fora
O mundo do futebol não tem do que reclamar. O terceiro título da Liga dos Campeões conquistado pelo Manchester United veio de forma sensacional, num jogo digno da importância do evento.
Resumindo o jogo, o Manchester foi melhor no primeiro tempo, saiu na frente com Cristiano Ronaldo. Mesmo com o time de Alex Ferguson jogando muito melhor, num golpe de sorte, um chute de Essien desviado caiu nos pés de Lampard e o Chelsea empatou. No segundo tempo e na prorrogação, o time de Londres tomou conta do jogo e chutou duas bolas na trave. No finalzinho, da prorrogação, Drogba foi expulso por ter dado um tapa na cara de Vidic. Essa besteira do marfinês pode ter sido determinante no resultado final, já que ele era um dos batedores de pênalti. Sem Drogba, a última cobrança coube a Terry Cristiano Ronaldo havia desperdiçado a sua -, mas o inglês perdeu o pênalti e a chance de garantir o título. Depois disso, Anderson e Kalou marcaram suas penalidades; Giggs também; e Van der Sar pegou o pênalti de Anelka. Manchester United campeão.
Deu a lógica, é verdade. Mas da maneira mais improvável. O Chelsea esteve, literalmente, a alguns centímetros de conquistar o inédito título da Liga dos Campeões. Mas no final, deu Manchester United.
MELHORES MOMENTOS
Cristiano Ronaldo sobe muito e faz de cabeça.
Essien bobeou
Lampard, com muita tranquilidade, não dá chance a Van der Sar (AFP)
Vermelho para Drogba. Será que Terry cobrou o pênalti em seu lugar? (AFP)
Cristiano Ronaldo deu paradinha. Cech também. O goleiro se deu melhor. (AP)
Anelka (aquele que perdeu pênalti contra o Corinthians no Mundial de Clubes quando jogava pelo Real Madrid) entrega o título para os Red Devils (AFP)
O herói Van der Sar inicia a festa (AP)
The Sun de hoje
enviada por Rogerio Andrade
20/05/2008 23:01
FOGO AMIGO
Ashley Cole virou dúvida para a final da Champions League hoje. Durante o rachão de ontem, o volante Makelele deu uma entrada forte e acabou pegando o tornozelo do lateral, que virou dúvida para a partida.
Quem talvez tenha se dado mal com essa "proeza" do francês é o brasileiro Belletti. Autor do gol do título do Barcelona em 2006, Belletti normalmente fica na reserva da lateral. No caso de Cole não estar 100%, é bem provável que Avram Grant prefira levar para o banco o substituto para a lateral esquerda, Wayne Bridge.
Três cabeças, três pensamentos:
"Não acredito que eu estou vendo isso"
"Fuuuuuuuuck!"
"Oooops!"
Já no Manchester, tudo corre às mil maravilhas. Todo mundo inteiro.
enviada por Rogerio Andrade
19/05/2008 13:21
A TEMPORADA DOS BRASILEIROS
Tottenham Hotspur
Gilberto: Chegou no meio do ano e não se acertou. Jogou apenas 6 vezes na Liga e uma na Uefa, onde na estréia, perdeu uma bola que resultou no gol do PSV Eindhoven. Acabou substituído no intervalo.
Newcastle United
Claudio Caçapa: O jogador do Atlético Mineiro e do Lyon fez apenas 22 jogos (3 como substituto) na tumultuada campanha do Newcastle. Fez 2 gols. No finalzinho, quando o time acertou mesmo, ele quase sempre esteve de fora.
Middlesbrough
Afonso Alves: Chegou ao Boro no meio da temporada, levou algum tempo para entrar em forma, mas mesmo assim, acabou o ano com 6 gols. Nada mal para quem jogou apenas 11 vezes, sendo que em 4 entrou no decorrer da partida.
Fábio Rockemback: Na terceira temporada pelo Boro, Rockemback jogou 28 partidas (5 como substituto) e marcou dois gols.
Manchester United
Anderson: Chegou como meia-atacante, teve algumas chances e não se acertou. De quebra, ainda fez sua estréia nos tablóides sensacionalistas ingleses ao participar de uma "festinha" com Cristiano Ronaldo e algumas contratadas. Mas depois que Ferguson começou a utilizá-lo de segundo volante, Anderson cresceu muito. Até ganhou música especial da torcida dos Red Devils. Fez 37 partidas pelo time (12 como substituto), mas ficou faltando um golzinho.
Manchester City
Elano: Começou a temporada a mil. Chegou a ser atilheiro do time e cotado como o melhor jogador do campeonato. Mas a equipe começou a afundar e ele foi junto, ficando inclusive na reserva. Foram 38 jogos (começou no banco em 5) e fez 10 gols.
Geovanni: Também começou bem o ano, como um bom reserva. Fez o gol da vitória sobre o Manchester United no 1o turno, mas depois caiu com o time. Foram somente 4 jogos como titular e 19 como substituto. Deve sair do City.
Liverpool
Lucas: Na temporada de estréia, o ex-gremista nem decepcionou, nem impressionou. Em Anfield, os planos para Lucas são para o futuro, mas ele precisa jogar mais na próxima temporada. Fez 32 jogos e marcou um gol, aliás, um golaço, eleito pelos organizadores da FA Cup como o segundo mais bonito do torneio.
Fábio Aurélio: Perdeu o início da temporada por contusão. Voltou, ganhou a posição, jogava bem e se machucou de novo. Dessa vez, um estiramento na virilha. Foram 29 jogos (sendo 6 como substituto) e um gol.
Everton
Anderson de Silva: Jogou somente uma vez no time B e se transferiu para o Barsnley. Jogou aquela partida histórica em que o Barnsley eliminou o Liverpool em pleno Anfield.
Chelsea
Alex: Foi o primeiro reserva da dupla Ricardo Carvalho e John Terry. Jogou 46 jogos (39 como titular) e marcou 3 gols.
Belletti: Também foi a segunda opção na lateral direita, quase sempre ocupada pelo improvisado Essien. Mesmo assim jogou bastante, 42 jogos (37 como titular) e marcou 3 vezes.
Arsenal
Gilberto Silva: Perdeu a vaga para Flamini. De quase capitão, acabou virando banco absoluto. Ainda assim foi titular em 20 jogos e entrou no decorrer da partida em 16 oportunidades. Fez um gol.
Denílson: Neste ano, o meio campo acabou perdendo um pouco de espaço na equipe do Arsenal. Jogou 23 partidas (13 como titular e 10 como reserva) e fez dois gols. Na temporada passada, em menos tempo, ele fez 19 jogos, mas não marcou nenhuma vez. Este ano foi expulso (3 jogos de suspensão) e teve uma contusão que o afastou por um mês.
Eduardo da Silva: Ano trágico para o brasileiro naturalizado croata. Uma fratura feia na perna esquerda encerrou uma temporada que prometia ser muito boa. Eduardo havia feito 31 jogos (22 como titular) e marcado 12 gols quando, em fevereiro, uma entrada dura do zagueiro do Taylor, do Birmingham, pôs fim à sua temporada pelo clube inglês e também à sua participação na Eurocopa.
enviada por Rogerio Andrade
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Rogério Andrade - é editor de arte da revista Placar. Durante uma temporada que passou na terra da Rainha, entre fish�n�chips e pints de lager, no meio da briga entre Oasis e Blur, percebeu que o futebol inglês não era só correria e hooligans.